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Arrependimento verdadeiro
02/06/2026
O mundo secular nos bombardeia com mensagens de autossuficiência, prazer e autopromoção – o oposto dos princípios do reino de Deus. As primeiras palavras registradas na Bíblia tanto de João Batista quanto de Jesus foram semelhantes. João proclamou: “Arrependam-se, porque está próximo o reino dos Céus” (Mt 3:2). Jesus disse: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependam-se e creiam no evangelho” (Mc 1:15; veja também Lc 24:46, 47). Esse chamado ao arrependimento pela proximidade do reino dos Céus é relevante para nós hoje?
A bondade e a paciência de Deus nos levam ao arrependimento (Rm 2:4), que acontece em dois passos: (1) tristeza sincera por nossos pecados e (2) decisão honesta de abandoná-los. Na Bíblia, arrependimento quase sempre vem ligado ao perdão: nós nos arrependemos de verdade; então Deus perdoa. É simples assim (1Jo 1:9; Ap 3:19). “O Senhor não retarda a Sua promessa, ainda que alguns a julguem demorada. Pelo contrário, Ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9). Até a segunda vinda de Cristo, Deus nos dá tempo para acertarmos nossa vida com Ele.
Jesus sofreu, morreu e ressuscitou para que, ao nos arrependermos, Sua graça realize um milagre em nós. Ao contrário do mundo, que diz que “estamos bem assim mesmo”, Deus nos chama a voltar-nos para Ele em arrependimento e fé (At 20:21), colocando-nos inteiramente em Suas mãos para que Ele possa limpar e moldar nosso caráter à Sua semelhança, a fim de testemunharmos Dele (Jo 15:2, 8). Então vamos crescer e produzir “fruto digno de arrependimento” (Mt 3:8).
“Nenhum arrependimento é genuíno, a menos que realize uma obra de reforma. A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e guia a conduta” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 441, 442).