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Fé não é sentimento
19/05/2026
Jesus disse que, se tivermos fé como um grão de mostarda, moveremos montanhas (Mt 17:20). Se você já viu um grão de mostarda, sabe como ele é minúsculo. Ainda assim, uma fé tão pequena pode produzir mudanças imensas. Portanto, a fé deve ser poderosa e forte a ponto de operar o que está além do humano. E, assim como o grão de mostarda cresce e se torna uma grande árvore (Mt 13:31, 32), nossa fé deve crescer e não permanecer estática.
De fato, precisamos, antes de tudo, de uma “medida da fé” para termos um relacionamento com Deus (Rm 12:3).
Primeiramente, precisamos entender que fé não é algo concreto; é uma resposta humana despertada pelo Espírito Santo. Deus é Aquele que, em Sua graça e por meio do Espírito Santo, nos atrai a Si quando Lhe permitimos fazê-lo (Jr 31:3). Somos salvos pela graça, mediante a fé, que é resposta à graça de Deus concedida a nós por meio da morte de Cristo. Cremos em Deus como resultado da Sua graça. Isso está no centro do relacionamento com Ele.
Além disso, devemos lembrar que fé não é um sentimento. “Muitos não exercem aquela fé que têm o privilégio e o dever de exercer, esperando muitas vezes experimentar aquela sensação que unicamente a fé pode trazer. Sentimento não é fé [...]. Cabe a nós exercitar a fé; mas aquele sentimento de alegria e bênçãos, Deus é quem os dá” (Ellen G. White, Primeiros Escritos [CPB, 2022], p. 86).
Alguns podem sentir que não têm fé por não se sentirem perto de Deus ou por não serem tudo o que deveriam como cristãos. Porém, fé é confiar em Deus não só quando tudo vai bem, mas também na tempestade ou quando não entendemos o que está acontecendo.
Os sentimentos não devem dominar nossa experiência religiosa nem nosso relacionamento com Deus. É justamente quando pensamos estar distantes Dele que precisamos exercer a fé e clamar ao Senhor (como fez o pai em Mc 9:24).